As Estrelas 

Lá, nas celestes regiões distantes, 
No fundo melancólico da Esfera, 
Nos caminhos da eterna Primavera 
Do amor, eis as estrelas palpitantes. 

Quantos mistérios andarão errantes, 
Quantas almas em busca de Quimera, 
Lá, das estrelas nessa paz austera 
Soluçarão, nos altos céus radiantes. 

Finas flores de pérolas e prata, 
Das estrelas serenas se desata 
Toda a caudal das ilusões insanas. 

Quem sabe, pelos tempos esquecidos, 
Se as estrelas não são os ais perdidos 
Das primitivas legiões humanas!!

                       (Cruz e Sousa)

publicado por RO ALMADA às 12:01